Embora bastante comum, esse hábito gera muitos debates. Muitos dizem que ouvir música compromete a concentração e derruba a produtividade. Por outro lado, tantas pessoas defendem que suas bandas favoritas as fazem render mais no trabalho.

Falando por mim, quando ouço o Rush, por exemplo — que não é difícil perceber ser minha banda preferida — sinto a criatividade fluir. Acho que é mais pela inspiração de um som perfeito que o trio fazia, e pelas letras de Neil Peart que me levam a um mar de reflexões.

Naquelas atividades que requerem muito mais do que plena atenção — em que eu preciso ser criativo para encontrar soluções — sinto que a música deles acaba sendo decisiva para me ajudar tirar coelhos da cartola.

Muitas vezes tive insights ouvindo os acordes de “Tom Sawyer”, as viradas de “Fly By Night”, a linha melódica de “Roll The Bones”; e ainda as passagens de “2112” e a linha de baixo de “Leave That Thing Alone”.

E quando a rotina está muito sufocante? Bem, a música sempre é um ótimo remédio. Ouvindo esse som que muito me agrada, desvio o foco do aborrecimento pessoal.

Quando estou exausto, mas preciso continuar pegando no tranco, passo um café, ligo a vitrola, sento na poltrona e deixo o som fluir enquanto viajo também nos goles. São suficientes 10 minutos para eu me animar novamente. É tipo um combustível, entende?

Claro que isso é algo pessoal, há quem prefira o silêncio total. Às vezes eu prefiro silêncio também, mas na maioria do tempo, é de música que necessito. Em todo caso, é preciso buscar o autoconhecimento para compreender o que funciona melhor para você.

Espero ter contribuído de alguma forma. E que você não tenha percebido que eu só queria uma desculpa para mostrar minha discografia pessoal da melhor banda de rock do mundo, sem parecer um nerd adolescente daqueles com a cara cheia de espinhas.